Já há algum tempo fui confrontada com uma certa situação, e hoje confrontada novamente com ela, resolvi partilhar o meu ponto de vista.
“Amo-te” é a palavra que me está a incomodar hoje. Melhor dizendo, não é a palavra que me incomoda, mas sim a forma como é dita, por quem é dita, e o porquê de ser dita.
Há cerca de seis meses atrás partilhei com uma amiga o seu início de namoro. E deparei-me ao fim de cerca de uma semana de namoro, com a troca recíproca de “amo-te’s” com o seu mais-que-tudo.
Ok. Todos somos livres de pensar e dizer o que quer que seja. Certo. Mas não me venham cá dizer que aqueles “amo-te's” eram sentidos, porque lá isso não pode ser! Como é que é possível ao fim de uma semana dizer-se uma palavra de tamanha importância sentimental? E quando casarem, ou quando fizerem amor pela primeira vez? Vão sussurrar ao ouvido do parceiro, um “amo-te” igual àquele que disseram ao fim de dois ou três dias de namoro?
Depois acabasse o namoro. Dizem mal um do outro a torto e a direito. Surge outra pessoa. E a história repete-se, vulgarizando assim a bela palavra que é um “amo-te”.
Infelizmente, hoje em dia, assistimos a este facto, cada vez mais e mais.
Não. Não sou “à moda antiga”, não acredito que existam príncipes encantados, e nem acredito que o casamento tem que ser “até que a morte nos separe”. Antes pelo contrário, sou apologista do “procurar enquanto não se encontra”, e “se não és feliz no teu casamento, acaba com ele”.
Medir as palavras? Sim. P’ra quê? P’ra não magoar ninguém, p’ra não iludir, p’ra não enganar ninguém. Deve dizer-se o que se sente, sim, mas conscientemente.
Duas das palavras que mais se gosta de ouvir, e que têm que ser ditas com sentimento? Um “amo-te” e um “desculpa”.
O “amo-te” preenche-nos a alma, deixa-nos felizes.
O “desculpa” deixa-nos em paz de espírito.
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