segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Hoje...

...particularmente, hoje, sinto-me mal.
Hoje é um daqueles dias em que me apetece chegar a casa, entrar no quarto, e mandar tudo ao ar! E depois, deitar-me no chão, em cima de tudo o espalhei, desarrumei e até parti. E choro. Choro porque desarrumei e vou ter de voltar a arrumar. Choro porque parti, e não sei se haverá cola p'ra juntar os cacos. Choro porque há coisas que quando se partem não há volta a dar.

Choro de raiva. Choro de dor. Choro de frustração. Choro de orgulho. Choro porque me apetece chorar. Choro porque tenho de abrir as comportas da minha alma. Choro porque tenho medo de me afogar, nesta barragem que é a minha mente (incompreendida, até por mim), e que tem vindo a suportar diversas situações, insuportáveis. Choro hoje, porque assim tem de ser, porque era hoje o dia da explosão dos sentimentos desmedidos.

Hoje, eu choro, porque julgo que não há cola, que cole o meu coração.
Digamos que o meu coração são duas asas. E falta-me uma, arrancaram-me uma. Assim não posso voar. Estou presa, preciso de voar. Alimentar os meus sonhos.

Tu... Tu que vinhas cheio daquilo que eu estava vazia. Tu que sabias o que eu queria, e que me deste o que eu necessitava. Trás de volta a minha asa...

...E assim voaremos os dois, eu levo-te comigo!

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