terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O tempo voa!

A tarde escaldante com o Sr.Enfermeiro, as compras de Natal de última hora, e os preparativos para a passagem de ano, deixaram-me sem tempo p'ra vir aqui actualizando o meu cantinho...

Veremos se neste novo ano partilharei mais assiduamente as minhas vivências diárias convosco.

Começemos então pela sessão de "terapia" que me estava a fazer tanta falta.
No dia 17 saí às 13h. Cheguei a casa e deu-me vontade de tomar um belo banho de imersão. Foram 30 minutos de puro relaxamento, que me foram essenciais. Pensei no que devia, e até no que não devia. Mentalizei-me para a tarde excitante que me esperava. Vesti-me. Resolvi vestir umas calças de sarja preta, listadas de um cinzento suave, e combinei-as com um camiseiro branco, justo. Deixei dois botões por abotoar, de modo a formar um decote, um decote abusado ao qual adicionei o meu fio de bolas pretas que me assentavam nos seios. Mal almoçei, não tinha vontade. Sabia que ia comer um prato muito mais apetitoso do que uma salada de atum, uns quantos minutos mais tarde.

Às 15h07 lá estava eu no local combinado. Como sempre pontual, ele já ansiava por mim, tinha receio que eu não aparecesse, confessou-me mais tarde. Mas eu vou sempre. Em ocasiões destas que me agradem, eu já lá estou, atrasada, mas estou.
Gosto de chegar atrasada por dois motivos: o primeiro é que os deixo em suspense, o segundo é que eu não gosto de esperar por ninguém.

Dirigi mo-nos em seguida para a sua casa. Fiquei surpreendida, pois aquele enfermeiro solteirão consegue ter uma casa mais arrumada e organizada que a minha! Deixou-me à vontade na sua sala, e seguiu para a cozinha. Vagabundeei pela sala observando os livros que possuía, as molduras com as mais diversas fotografias. Despi o blazer, pousei-o num dos braços do sofá, e sentei-me. Ouvi um murmurar algo zangado na cozinha, e resolvi ir ver o que sucedia. O Sr.Enfermeiro estava zangado. Tinha comprado morangos, mas esqueçera-se do chantilly. Disse-lhe que não havia problema, desde que tivesse açúcar poderíamos degustar de uns belos morangos com açúcar. Não agradado com a ideia, protestou. Tentando eu não perder a paciência, porque se era coisa que não me estava a apetecer comer era morangos, mas sim outra coisa, armei-me em dona de casa (desesperada!) e perguntei-lhe se tinha natas e uma batedeira. A resposta ignorante chegou depressa:
-"Batedeira?? Isso é...?"
-"É aquilo com que a tua mãe bate as claras em castelo p'ra fazer bolos."
-"Ahhh isso. Acho que tenho, a minha mãe ajudou-me a equipar a cozinha, devo ter."

Realmente lá achou a batedeira e felizmente tinha natas!
Tirei o fio que me estava a atrapalhar e joguei as mãos à obra... Por incrível que pareca tive uma espécie de visão:"Casada com ele, na nossa casa, preparando cozinhados...". Não! Parei de pensar! Não era aquele estilo de vida que eu queria!
Natas batidas, e ao retirar as pás da batedeira saltou me um pouco de (já preparado) chantilly para o decote. Tenho a sensação que esta foi a gota de água no corpo daquele homem que se estava a excitar por me ver na cozinha, preparando-lhe algo...
Pegou-me pela cintura, encostou-me ao balcão, e saboreou o chantilly que me escorria pelo peito. Não satisfeito, tirou-me a camisa, tirou-me o sutiã, deitou-me na mesa da cozinha, besuntou em mim o meu preparado culinário, e degustou-o ali. Ali na cozinha, onde tudo começou. Onde começei a sentir a sua língua quente a lamber-me os seios, e cada vez a descer mais, ao longo do meu tronco.
Acabámos na sua cama confortável.
Foram uma tarde e uma noite maravilhosas.

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